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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Não compliquem

António Marques

Leitor do DN

 

É fácil reabilitar a Baixa Chiado, por favor não compliquem. 

Digo que é fácil, porque conhecendo um pouco o movimento imobiliário desta zona posso assegurar que com apenas uma definição de critérios de arrumação dos espaços seria possível atrair para esta zona investimento privado com capacidade para dar vida a esta área.

Os políticos têm mais interesse em complicar para poderem justificar os lugares que ocupam, mas uma vez na vida fazer o que é obvio e simples justifica-se. 

Na Baixa e Chiado há muitos edifícios para reabilitar e que esperam por um lado o crescimento dos preço ou por outro lado a aprovação de projectos. Tendo em conta que reabilitar não implica grandes alterações ao já existente a aprovação destes projectos deveria merecer por parte da CML uma apreciação rápida e baseada em critérios simples e de bom senso.

Mas quem se mete a fazer uma reabilitação nesta zona passa a ser um mártir isto talvez por estar na freguesia dos mártires.

Muitas vezes o critério do arqt da CML impões janelas de madeira independentemente de ao lado um edifício oficial ter janelas de alumínio ( veja-se caso na Rua de S.José), isto não pode ser senão um caso de pouco senso para não dizer outra coisa.

Por outro lado sabe se que em cidades como Barcelona onde o centro histórico foi recuperado deixou-se que os edifícios onde existiam andares de 300m2 fossem divididos em 3, em Lisboa isto é um sacrilégio, mas comercialmente é um disparate não seguir o exemplo de Barcelona tendo em conta que os possíveis habitantes da Baixa Chiado são gente jovem que prefre andares destas dimensões. E se aceitarem as sugestões dos privados facilmente se recupera o património habitacional e por consequência o comercio passa a ter mais actividade.

Existem dezenas de investidores nacionais e internacionais á espera desta oportunidade, não se entende qual a motivação dos políticos para não darem luz verde a este caminho simples e que não necessita de investimentos públicos.

Publiquem leis claras para a remodelação desta zona e fiscalizem quem não cumpra.

O que temos agora é uma lei cheia de oportunidades para favores e própria para afastar investidores que querem saber que o seu dinheiro vai ser aplicado e o retorno será com toda a certeza num prazo de um dois anos.

Por favor deixem trabalhar os privados.

Os políticos devem contribuir para que este caminho seja feito o mais depressa possível.

publicado por O provedor às 16:30
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Um exemplo prático

Cecília Conceição

Arquitecta

Antecedendo toda a polémica e porque amo a Baixa "antes de ser moda", há quatro anos, decidi com um filho que tem a mesma profissão que eu (somos arquitectos), tomar a iniciativa de comprar um apartamento em ruínas, num edifício da Rua da Prata, junto à Igreja de São Nicolau e proceder à sua remodelação integral. O sonho era, um a um (porque não possuímos bens próprios que nos permitisse actuar de outro modo), comprar, remodelar com muita qualidade e vender, com uma pequena margem de lucro, que possibilitasse a recuperação gradual do investimento inicial e, alguma compensação pelo trabalho produzido. O sonho era, também, que a iniciativa não só tivesse pernas para andar mas, também, que de algum modo servisse de exemplo e motivação para que outras entidades tomassem a mesma atitude e que pouco a pouco ( o sonho era que fosse depressa) pudessemos ver a Baixa habitada, sobretudo por jovens, para que se prolongasse no tempo, o uso do espaço.

A ideia foi concretizada com sucesso e, num curto prazo, passámos a possuir um apartamento, considerado por todos que já o viram (talvez mais  de cem pessoas…) como uma intervenção magnífica, aplaudida pela qualidade da recuperação, dos materiais, da organização do espaço, etc...

Os representantes das imobiliárias garantiam-nos que, em menos de uma semana o apartamento seria vendido. As novas imobiliárias que nos procuram com o objectivo da venda, ainda o continuam a afirmar. Só que, passou todo este tempo e uma magnífica casa, continua por estrear e o nosso sonho acabou.

Da análise desta situação parece-nos poder concluir:

1. São os jovens que mais se interessam pela apartamento. O preço que pedimos pelo mesmo (neste momento 225000€) e que já é inferior ao do total do encargo, constitui um obstáculo, porque de facto, quase todos os interessados, necessitam de crédito global para a aquisição;

2. A falta de elevador no edifício, pouco compatível com os hábitos actuais de comodidade e de consumo;

3. A falta de estacionamento. Não existe a garantia de lugares reservados para moradores nas ruas adjacentes e, embora exista próximo o parque da Praça da Figueira, este não foi incluido nos acordos estabelecidos com a C.M.Lisboa, para redução do custo de utilização pelos moradores da zona;

4. A degradação dos edifícios das traseiras.Quando se abrem as janelas que dão para o saguão, as fachadas posteriores dos edifícios em frente (a cerca de 3m de distância) ameaçam ruína, abandono e promiscuidade (ONDE É QUE OUVIMOS FALAR DE OBRAS COERCIVAS?) ;

5. O estado do saguão, ao qual só se tem acesso por uma loja localizada na Rua da Vitória e onde se acumulam todo o tipo de dejectos, lixo e maus cheiros!... (QUE FAZER, QUEM TEM A RESPONSABILIDADE PELA MANUTENÇÃO E SALUBRIDADE DESTES ESPAÇOS QUE CONSTITUEM OS INTERIORES DOS QUATEIRÕES?... )

6. A falta de habitantes à noite. E aqui temos a história da pescadinha… A baixa não está habitada e não se compra ali uma habitação, por esse motivo.

Concluindo: Agora que a BAIXA é o assunto do dia, espero que o relato desta experiência e da análise dos motivos para a falta de sucesso da mesma, possa de algum modo servir para reflexão de como intervir, de como resolver e de como motivar, para que o uso permanente desta área de eleição da nossa cidade, não seja só um sonho.

publicado por O provedor às 16:23
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