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Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006

Receber bem os turistas

Carlos Sousa

Lisboa



Num solarengo dia de Domingo de Agosto de 2005, acabado de chegar de férias, resolvi ocupar a minha manhã com uma das actividades que mais me dá prazer, passear na Baixa. Desci a rua (moro perto) e lá estava, apreciando as lojas fechadas e os muitos turistas que como eu gostam de deambular por um dos mais belos locais do mundo. Como qualquer lisboeta que se preze, a meio da manhã apeteceu-me tomar um café. Talvez uma esplanada para aproveitar o Sol, ou talvez um dos muitos cafés com uma arquitectura interior que nos transporta para outros tempos. Mas infelizmente, estava na Baixa Lisboeta e não em Paris ou Madrid ou Geneve, e a minha única solução foi subir ao último piso de um centro comercial, único local onde a um Domingo de manhã se pode beber um café.

 

Ao ler alguns dos comentários deste blog, receio não possuir as capacidades de intervenção a tão nobre causa, mas o facto de ser e viver no centro de Lisboa, e adorar a “Baixa” leva a que me intrometa entre arquitectos, planeadores urbanos, juristas e políticos, e apresente as minhas opiniões.

 

Estamos em Novembro de 2006. Claramente uma das principais apostas do pais e da região de Lisboa em termos económicos é o turismo. A cidade, que anteriormente só recebia visitas de turistas em certas alturas do ano, é agora permanentemente visitada durante os 12 meses. Por Alfama e Castelo, centenas ou talvez milhares de turistas deambulam, apreciando mais uma vez as nossas características únicas. E é nestes locais que eles são confrontados com as ruas imundas, cheias de lixo, resultado da nova politica de recolha selectiva que a CML implantou este ano. Quando se pretende chamar turistas, e principalmente turistas que façam entrar divisas no pais, não se pode recebê-los com as ruas imundas. Não se pode recebê-los com os passeios cheios de veículos, com as ruas mal alcatroadas, com as ruas sem iluminação e segurança decente, entre outros. E perdoem-me os mais diversos peritos na matéria, mas sem lideres com o mínimo de conceito do que é viver e usufruir com qualidade, não será possível implantar qualquer projecto em qualquer local desta cidade.

publicado por O provedor às 15:15
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