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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

As lutas de poder e Santana Lopes

Cândido Marques

Aluno de Ciência Política do ISCSP (UTL)

1. É com alguma apreensão que observo as lutas de poder interferirem num processo de reabilitação que se quer célere, sob pena de se perder competividade inter-cidades europeias, resultante de afirmações de poder que nada contribui para esta cidade, que é a mais linda e nobre da Europa. Por norma, são questões políticas a própria malha burocrática que atrasa uma ideia que de per si, já é complexa e de difícil execução, conquanto, esta zona da Baixa não ter especiais complicações construtivas.

2. Sempre disse que o Dr. Pedro Santana Lopes, tinha as ideias-chaves para o futuro de Lisboa, mas como sempre, factores exógenos e talvez endógenos, contribuíram para que ele se afastasse da câmara. Enquanto o Dr. PSL pensava, idealizava e tentava criar, outros arranjavam planos para o afastar ou demover.

3. Vejo que são figuras ilustres, algumas das pessoas que comentam o blog, mas, falam quase e tão só do projecto em si, das ideias, do passado, do presente, etc... Meus senhores, todos nós estamos de acordo quanto à necessidade de reabilitação eficiente desta zona, ninguém é contra tal projecto, embora acha o prazo de execução muito longo. Aquilo que se debate, e que a notícia continha, era a questão política em si. O Presidente retirou os pelouros á vereadora MJNP num acto de puro revanchismo! O que é a Democracia? Não é ganhar ou perder por um? O Presidente propõe um nome, mas, depois faz o cozinhado e apela à lealdade e ao pacto. Não vale mais dizer " eu é que mando, eu é que nomeio". Pelo menos estaria a ser leal ao seu amigo, o tal que foi proposto para assumir funções nessa empresa pública. Irritou-se? Problema dele, nem tudo na vida são vitórias.

4. Muito que se faz e se projecta deste executivo camarário, nasceu em tempos de Santana, simplesmente está-se a dar continuidade às coisas e certamente que se mudam os rótulos.

5. Por outro lado, viu-se aqui que a Dr. Maria J. N. Pinto não percebe nada de política. Então, a saber quais os poderes do Presidente, faz birra para se afirmar, sem que prevesse a sua irritação? Quando não mandamos, minha senhora, obedecemos. Infelizmente é assim a vida, e nessa perspectiva não teve habilidade política, tendo em consideração que foi entrevistada para o Jornal de Negócios com grande exaltação e satisfação sobre os seus projectos no seu pelouro e ainda uma outra entrevista recente num prograna da Sic Noticias, aquando da apresentação do plano.

6. Estamos na altura certa para revitalizar aquela zona, temos tudo, a história, a arte, as grandes fachadas arquitectónicas e lindíssimas, as estradas em calçada, as ruelas antigas, e muito mais de há muito que se pode conciliar com o modernismo e fazer do centro da cidade um ludar de bem-estar, tranquilo e de qualidade superior, um lugar que marque uma presença superior á nossa própria presença. É necessário também que menos carros circulam no centro de Lisboa. Fora com eles, pois os transportes públicos não são assim tão maus, precisam é que haja uma entidade superior que coordene o sector operacional, que controle a actividade de todas as empresas que operam e que faça exigências (com poderes para tal) no sentido de existir mais transportes e mais coordenação entre todos.

publicado por O provedor às 17:37
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