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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

A Baixa pombalina... de novo!

Rui Godinho

Ex-vice-presidente da Câmara Muncipal de Lisboa (1989/2000)

 

As cidades, como as pessoas, necessitam ter um desígnio, um rumo, assumidos pelos seus dirigentes e por aqueles que aí vivem e trabalham.
Nos anos recentes é notório que Lisboa está disso muito carente, ao contrário do que aconteceu na década de 90, onde o objectivo de fazer de Lisboa a Capital Atlântica da Europa, como orientação guia do Plano Estratégico de Desenvolvimento de 1992, mobilizou tanto os dirigentes municipais de então como a Cidade no seu todo.
Nas ideias fortes do Plano Estratégico de 1992, o coração da Cidade tem especial relevo, partindo daí a estruturação da requalificação do espaço público, com as reabilitações da Praça da Figueira (ainda não concluída), do Terreiro do Paço (só parcialmente executado devido às infindáveis obras do metro) e do Rossio com a devolução à Praça da calçada “Mar Largo”.
A actual proposta de Revitalização da Baixa-Chiado só faz sentido se dinamizar o reencontrar de um rumo para Lisboa, a partir dos notáveis conjuntos urbanos e arquitectónicos que constituem a Baixa pombalina e a sua envolvente, invertendo a situação de declínio que apresentam.
Assim, uma política de revitalização da Baixa pombalina nunca poderá ser feita contra a sua identidade histórica e cultural, pelo que só atingirá os seus objectivos se a preservação e valorização da sua matriz pombalina for elevada ao nível de excelência, terminando com a proliferação de discutíveis transformações arquitectónicas e alterações de uso que não param de expulsar população e promover a desertificação e a insegurança.
Neste contexto, o Museu da Língua Portuguesa deveria (deverá) ser instalado na Estação do Rossio, excelente local e magnífico edifício neomanuelino, recentemente recuperado, e que merece acolher uma função cultural de grande impacto para a Baixa-Chiado e para a Cidade como um todo.
E como devolver população à Baixa e à Cidade, quando Sintra “ameaça” ultrapassar Lisboa antes de 2020?
A proposta, entretanto, nada explicita quanto a medidas imediatas que, enquadradas em plano, “segurem” já hoje a Baixa.
O revivalismo do mercado na Praça da Figueira é completamente deslocado. Esta deve continuar aberta e ser executado na totalidade o projecto de Daciano Costa.
O estacionamento subterrâneo no Terreiro do Paço, tal como decidido nos anos 90, não deve ser construído, pois os movimentos subterrâneos das águas naquele local não devem ser mais perturbados, dada a sua importância para a estabilidade da Baixa e do Terreiro do Paço, sendo também incompreensível que a execução do Sistema de Esgotos Chafariz de Dentro/Terreiro do Paço/Cais do Sodré, esteja parada desde o ano 2000.
Renovo a minha ideia de no interior do anel da área de intervenção, os transportes de superfície assentarem em minibus, e para acesso ao Castelo, sugiro que se revisitem os trabalhos de Raul Ceregeiro e José Tudela com traçados de elevadores “agarrados” aos terrenos da encosta.
Obviamente que o comércio da Baixa não pode fechar às 7. Tem de ser, e muito, alargado, incluindo fins-de-semana
Finalmente, falta uma proposta de planeamento e programação que permita graduar e fasear as intervenções e investimentos a realizar no horizonte 2020.

publicado por O provedor às 20:30
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