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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

Lisboa competitiva

António de Azevedo Coutinho

Gestor imobiliário

Intervenho, preocupado com o estado actual da cidade, entre outras coisas, e vou acompanhado estas noticias, lendo os artigos referenciados supra. Também guardei a noticia, publicada no vosso jornal de 3 de Outubro pp., com apresentação pública da proposta da vereação, para a reabilitação da Baixa-Chiado, com grande satisfação minha, por várias razões:

1.º Gosto e sinto-me bem em Lisboa, 2.º aqui trabalho e vivo; 3.º sou residente na zona histórica da Cidade. O que dá o conhecimento da miséria a que chegamos!!! 4.º Gostaria de ver esta cidade reabilitada para que os meus “nossos” filhos tivessem uma cidade melhor.

Vou colar aqui uma nota de rodapé de um texto que recebi da minha irmã Professora e Arquitecta que escreveu, artigo cujo lançamento da publicação ocorreu esta semana, e retrata a importância do tema.

Muito ao contrário do que se passa em Lisboa, quer à volta do Aqueduto - totalmente desprotegido no Vale de Alcântara - quer ainda no “cenário” da Baixa Pombalina. Mas este caso é bem diferente: Se em Vila do Conde, há um pouco a sensação de se ter parado no tempo - o que pode ser sempre uma experiência muito enriquecedora, principalmente como exercício de imaginação (também para adultos, mas fundamental para educar os mais novos) - na Baixa de Lisboa, um dos centros mais activos da capital, aí permanecem em sobreposição, numa área que é riquíssima do ponto de vista histórico, importantes actividades económicas, que lhe conferem ainda “muita vida”! Este tipo de fenómenos, um convívio entre o passado e o presente, cada vez mais característico das sociedades culturalmente desenvolvidas, obriga a cuidados específicos na protecção das construções. De modo a que estas possam permanecer, como cenários valiosos que também são, da vida quotidiana".

[em Actas do IV Encontro de História de Vila do Conde]

O debate, só e por si já é positivo, serve para alertar as instancias públicas, “os políticos” e preparar-mos a opinião pública para a necessidade de recuperar a nossa cidade. Aliás, já à muito que me recordo deste tema, pela negativa, que em corrente cavaqueira com os amigos e empresários do sector imobiliário, desvalorizamos constantemente o nosso país, comparativamente com outros que conhecemos. Infelizmente temos este mau hábito, de dizer mal da nossa terra, “Mas não á fumo sem fogo”, já diz o povo e realmente o estado critico do país, está à vista de todos e a todos os níveis, que nem mesmo a cidade e os seus edifícios, ficam excluídos. Ressentem-se da ausência de regas e valores, e ao estado a que chegamos, fruto de más politicas recentes.

Mas se limitarmos o assunto ao debate, sabe-me a pouco, temos de intervir e por isso deixo o meu contributo.

Revitalização da Baixa-Chiado

Deve estar integrado e ser parte do plano estratégico para o futuro da cidade de Lisboa. Esta matéria é de uma sensibilidade extrema, que não pode ser estudada e analisada individualmente, mas num contexto generalista de análise da cidade. 

Estamos pois conscientes, pelo menos eu estou, de que mais tarde ou mais cedo teremos de intervir e, quanto mais tarde pior, por várias razões:

1.º o estado de degradação deste conjunto urbano atingirá um nível de inrevressabilidade, que corremos o risco de perder parte do nosso património;

2.º atingiremos um valor económico, social e cultural tão elevado, para o custo das intervenções necessárias mais difíceis incomportáveis;

3.º adiaremos a oportunidade de educar e incentivar o publico a preservar a memória e a valorizar a nossa história;

4.º perderemos competitividade, entre cidades. Hoje mais que nunca, são as cidades que ocupam o papel relevante na internacionalização da geração e economia global. Perdeu-se o hábito de referenciar o país de destino, quando viajamos, substituindo-o pela cidade, que assume total importância e protagonismo. 

E é sobre competitividade e mercado internacional que gostaria de ver este tema também comentado. No decorrer da semana assistimos aos comentários e opiniões de vários quadrantes, nas vertentes técnicas, mas ainda li e não houve se quer, uma abordagem em termos de mercado e competitividade. 

Como será Lisboa dentro de 15 a 20 anos e a 50? Com o ritmo de envelhecimento da população será um caos certamente.

Se hoje não existe autoridade e capacidade de tirar os carros de cima dos passeios, como será no futuro?

Com o nível de preços da habitação e terciário, conseguiremos repovoar, criar postos de trabalho e tornar a cidade interessante de novo? 

Temos assistido à preocupação de elevar de novo Portugal na cena internacional com um papel de relevo. Lisboa terá um papel extremamente importante a defender neste enquadramento, que passa pela reabilitação da sua cidade, assente e incorporado nesta estratégia básica para o desenvolvimento do país, no âmbito Europeu e Universal. Temos que pensar Portugal para daqui a 50 anos e temos que intervir na reabilitação da cidade de forma sustentável e competitiva.  

 

Lisboa não está reduzida à Baixa-Chiado 

Pensem em mercado, façam análises e planeamento estratégico, SWOT  Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças), PEST- Politica Económico, social e tecnológico.

A necessidade do Marketing das Cidades 

Não limitemos no tempo os programas e projectos com objectivos eleitoralistas e políticos, vamos estudar o assunto de forma séria. Pensem no futuro, na inovação e na competitividade. Pensem nos nossos filhos.

Não queiram de novo inventar a roda, copiemos modelos de parcerias com as universidades, para estudar projectos de grande envergadura, com as respectivas valências, que necessitam de grande suporte científico e técnico. 

Entretanto limpem a cidade que a vida não pára.

publicado por O provedor às 20:18
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